Como reduzir o CAC de escolas em 3 movimentos simples
Um passo a passo prático que aplicamos com 5 escolas parceiras e reduziu o custo médio de aquisição em 45%.
O custo de aquisição de alunos (CAC) deixou de ser uma métrica controlável apenas com aumento de investimento em mídia. Nos últimos anos, plataformas ficaram mais competitivas, os leilões de anúncios encareceram e as famílias passaram a tomar decisões de matrícula com muito mais pesquisa e comparação.
O modelo que funcionava até 2022 — baseado em segmentações amplas e campanhas focadas apenas em geração de leads — já não entrega o mesmo resultado.
Neste artigo, compartilhamos três movimentos que aplicamos em 5 escolas parceiras, do ensino básico à pós-graduação, e que contribuíram para reduzir o CAC médio de R$ 712 para R$ 392 por matrícula assinada durante o ciclo de matrículas.
1. Segmentação baseada em intenção, não em interesse
O primeiro movimento foi abandonar públicos genéricos baseados apenas em interesses e começar a trabalhar com sinais reais de intenção.
Passamos a considerar comportamentos como:
visitantes de páginas de matrícula; usuários que iniciaram, mas não concluíram formulários; pessoas que interagiram com conteúdos específicos; públicos semelhantes baseados em alunos e oportunidades qualificadas.
A mudança foi simples: deixar de buscar pessoas que apenas "podem ter interesse" e encontrar quem já demonstrou intenção de estudar.
2. CRM conectado à mídia para otimizar pelo resultado real
A maioria das campanhas educacionais ainda otimiza pelo primeiro contato: o lead.
O problema é que nem todo lead representa uma oportunidade real de matrícula.
Ao integrar CRM e plataformas de mídia, passamos a devolver eventos mais próximos da receita, como:
visita agendada; visita realizada; prova realizada; proposta enviada; contrato assinado.
Com esses dados, os algoritmos deixam de buscar apenas volume de conversões e passam a encontrar perfis com maior probabilidade de matrícula.
3. Criativos em ciclos mais curtos para evitar perda de eficiência
A fadiga criativa é um dos fatores que mais impactam campanhas educacionais.
Instituições que mantêm os mesmos anúncios por longos períodos costumam enfrentar queda de CTR, aumento de CPM e redução na qualidade dos leads.
Nas operações analisadas, adotamos ciclos de renovação criativa a cada 14 dias, testando novos:
ângulos de comunicação; provas sociais; diferenciais da instituição; formatos de anúncio.
O resultado foi uma maior estabilidade de performance ao longo do período de captação.
O resultado: menos investimento desperdiçado e mais matrículas
Quando esses três movimentos trabalham juntos — intenção, dados e criatividade — o impacto aparece diretamente no custo final de aquisição.
Nas 5 escolas analisadas, o CAC médio caiu de R$ 712 para R$ 392 por matrícula assinada, uma redução de aproximadamente 45% no custo de aquisição durante o ciclo de matrículas.
Essa redução não veio de uma única mudança, mas da combinação entre uma segmentação mais inteligente, integração entre CRM e mídia e uma operação constante de testes e otimizações.
Não existe uma fórmula mágica para reduzir CAC em educação.
Existe processo: entender melhor o comportamento dos futuros alunos, alimentar os algoritmos com dados de qualidade e operar campanhas com disciplina constante.
Vamos conversar
Quer aplicar isso na sua operação?
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